Marinheiro só – Saia do Mar

Eu sou daqui
Marinheiro só
Eu só tenho amor
Marinheiro só
Eu sou da Bahia
Marinheiro só
De São Salvador
Marinheiro só
O marinheiro marinheiro
Marinheiro só
Quem te ensinou a jogar
Marinheiro só
Ou foi o tombo do navio
Marinheiro só
Ou foi o balanço do mar

Sai sai Catarina
Saia do mar venha ver Idalina
Sai sai Catarina
Saia do mar venha ver venha ver
Sai sai Catarina
Oh Catarina, meu amor
Sai sai Catarina
Saia do mar, saia do mar
Sai sai Catarina

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Jogo de Angola

No tempo em que o negro chegava fechado em gaiola,
Nasceu no Brasil,
Quilombo e quilombola,
E todo dia, negro fugia, juntando a corriola.

De estalo de açoite de ponta de faca,
E zunido de bala,
Negro voltava pra Angola,
No meio da senzala.

E ao som do tambor primitivo
Berimbau mharakê e viola,
Negro gritava “Abre ala”
Vai ter jogo de Angola.

Perna de briga,
Camara…

Perna de briga,
Olê…

Ferro de fura,
Camara…

Ferro de fura,
Olê…

Arma de atira,
Camara…

Arma de atira,
Olê… Olê…

Dança guerreira,
Corpo do negro é de mola,
Na capoeira…
Negro embola e disembola…
E a dança que era uma dança para o dono da terra,
Virou a principal defesa do negro na guerra,
Pelo que se chamou libertação,
E por toda força coragem, rebeldia,
Louvado será tudo dia,
Esse povo cantar e lembrar o Jogo de Angola,
Na escravidão do Brasil.

Perna de briga,
Camara…

Perna de briga,
Olê…

Ferro de fura,
Camara…

Ferro de fura,
Olê…

Arma de atira,
Camara…

Arma de atira,
Olê… Olê…

No tempo em que o negro chegava fechado em gaiola,
Nasceu no Brasil,
Quilombo e quilombola,
E todo dia, negro fugia, juntando a corriola.

De estalo de açoite de ponta de faca,
E zunido de bala,
Negro voltava pra Angola,
No meio da senzala.

E ao som do tambor primitivo
Berimbau mharakê e viola,
Negro gritava “Abre ala”
Vai ter jogo de Angola.

Perna de briga,
Camara…

Perna de briga,
Olê…

Ferro de fura,
Camara…

Ferro de fura,
Olê…

Arma de atira,
Camara…

Arma de atira,
Olê… Olê…

Libertação

Dorme presos como animais, acorda cedo pra trabalhar
Era na foice e no machado, com o facão nos canaviais
Quatorze horas por dia, e sem poder reclamar
O negro caía cansado, logo era chicoteado
E gritava

Não bata n’eu mais não
Não bata n’eu mais não
Não bata n’eu mais não, seu feitor
Que eu já vou me levantar

1888 a lei áurea, Isabel assinou
O negro foi jogado na rua, essa lei não adiantou
Com saudades da terra natal, com aperto no coração
O negro já não apanha mais, mas continua na
escravidão

Libertação, libertação, libertação
Olha o negro, libertação

Lamento do Menino

Certa vez eu caminhava
sentindo um aperto no coração
Eu vi um menino chorando
com seu berimbau na mão

Perguntei pra o menino
O que foi que aconteceu
E o menino ainda chorando
Disse meu mestre morreu

Me sentei com o menino
e comecei a lhe explicar
que seu mestre ele partiu
foi pro céu com Deus morar

Foi pra perto de seu Bimba, Pastinha e Besouro Mangangá
Foi pra junto de Traíra, Canjiquinha e o mestre Valdemar

Onde tu tiver jogando,
teu mestre vai estar la
para guiar os teus caminhos
junto com pai Oxalá

O menino tu não chora (bis)
teu mestre não vai gostar
porque tu és a semente
que um dia vai brotar

O menino levantou
Com um gesto sorridente
Apertando a minha mão
E caminhou logo contente

O seu gesto somidente
Isso sim me comoveu
Porque vi que o menino
Naquele momento entendeu

Não chora menino, não fica à chorar,
não chora menino,
que o teu mestre foi pro céu com Deus morar

Não chora menino, não fica à chorar

Não chora menino,
que o teu mestre foi pro céu com Deus morar

Não chora menino, não fica à chorar

Não chora menino
Foi pra perto de Bimba e Valdemar Lamento Do Menino

Certa vez eu caminhava
senti um aperto no coração
Vi um menino chorando
com seu berimbau na mão

Perguntei pra o menino
O que foi que aconteceu
O menino ainda chorando
Disse meu mestre morreu

Eu sentei com o menino
e comecei a lhe explicar
que seu mestre ele partiu
foi pro céu com Deus morar

Foi pra perto de seu Bimba, Pastinha e Besouro Mangangá
Foi pra junto de Traíra, Canjiquinha e o mestre Valdemar

Onde tu tiver jogando,
teu mestre vai estar la
para guiar os teus caminhos
junto com pai Oxalá

O menino tu não chora (bis)
teu mestre não vai gostar
porque tu és a semente
que um dia vai brotar

O menino levantou
Com um gesto sorridente
Apertando a minha mão
E caminhou logo contente

O seu gesto somidente
Isso sim me comoveu
Porque vi que o menino
Naquele momento entendeu

Na onda do berimbau

Na onda do berimbau
Esquidindau esquidindau
Agitarei meu carnaval
Esquidindau esquidindau

Na onda do berimbau
Esquidindau esquidindau
Agitarei meu carnaval
Esquidindau esquidindau

Bate com a mão que eu bato com pé
O samba virou camdonblé

Lê lê lê lê
Esquindindim Esquindindim
Lê lê lê lê
Esquindindim Esquindindim
Lê lê lê lê
Esquindindim Esquindindim
Lê lê lê lê
Esquindindim Esquindindim

Na praia de amaralina
Vi dois camarão sentado
Falando da vida alheia
Êta camarão malvado

Paranauê paranauê paraná
Paranauê paranauê paraná

Ás Vezes Me Chamam De Negro

Ás vezes me chamam de negro
Pensando que vão me humilhar
Mas o que eles não sabem
É que só me fazem lembrar
Que eu venho daquela raça
Que lutou pra se libertar

Que eu venho daquela raça
Que lutou pra se libertar

Que criou o maculelêh2
Que acredita no candomblé
Que tem o sorriso no rosto
A ginga no corpo e o samba no pé

Que tem o sorriso no rosto
A ginga no corpo e o samba no pé

Que fez surgir uma danca
Uma luta que pode matar
Capoeira, arma poderosa
Luta de libertação
Brancos e negros na roda
Se abraçam como irmãos
Camarada o que é meu

É meu irmão

Meu irmão do coracão

É meu irmão

Vai Ter Brincadeira

Aê me chamaram pra roda
Vai ter brincadeira
Aê me chamo Carolina
Canto capoeira
Esse jogo valente é da natureza
Um instinto que o homem
Responde com o corpo
Ela traz fundamento
Da sua história
Que sobrevive até hoje
Pois é arte do povo
E capoeira….e capoeirá (bis)
Ela é dança é luta
Pois é…
É mandinga feitiço
Pois é…
Ela é genuína
Pois é….
Misticismo de um povo
Ela é…