Vou no balanço das ondas

Vou no balanço das ondas
Vou no balanço do mar
Eu, vou, vou no balanço do mar

Eu vou jogando capoeira
Seguindo o meu ideal
Vou na energia da roda
No balanço do berimbau

Ouvindo as histórias do mestre
Imaginado onde posso chegar
Dou asas ao meu pensamento
Sou livre pra voar

O vento que sopra na praia
Na areia balança o coqueiro
E o toque do gunga na roda
balança o jogador primeiro

Aprendo com o mestre jogando
Artista pintando uma tela
Se hoje no mar sou jangada
Amanhã caravela

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Adeus senzala

Coro:
Le le le le le le le
Le le le le le le le

Negro que vinha fugido da senzala
Fugia pra mata pra liberdade ter
Na pele sentia maldade de verdade
Adues senzala nunca mais querai te ver

Coro

Oi na senzala negro era acorrentado
Apanhando e passando dia sem comer
Mas dentro do peito crescia uma vontade
Vou fugir pro quilombo pra liberdade ter

Coro

Naquele tempo negro era perseguido
Maltratado pelo chicote do feitor
Amarrando tronco ele era punido
Com sofrimento e muita dor

Coro